Carboidratos são mesmo vilões?

Acabou se tornando comum a estratégia de eliminar ou reduzir os carboidratos da dieta para perder peso. Por ouvirmos falar cada vez mais sobre a “dieta zero carbo”, acabamos criando uma imagem negativa dessa fonte de energia. Mas será que na alimentação os carboidratos são mesmo vilões?

O que são carboidratos e como funcionam?

Para manter o funcionamento, nosso organismo precisa de três tipos de nutrientes: carboidratos, gorduras e proteínas. Todos eles ajudam nosso corpo a obter energia e realizar os processos químicos para gerar crescimento e levar saúde aos órgãos.

Como hoje nosso foco são os carboidratos, vamos entender como eles funcionam. O carboidrato é a principal fonte de energia do corpo, ele regula o metabolismo proteico. Em outras palavras, essa fonte impede que as proteínas do corpo sejam utilizadas na produção de energia, para que mantenham seu trabalho de construir tecidos. Além disso, os carboidratos também estimulam os movimentos do trato gastrointestinal e auxiliam no trabalho do sistema nervoso central.

Basicamente, os carboidratos são classificados em três tipos, que são açúcar, amido e fibras. Essa separação de categorias é feita com base na estrutura de cada um desses nutrientes, e é importante sabermos que quanto mais simples for a estrutura, mais facilmente nosso organismo consegue digeri-la.

E qual é a diferença entre esses três tipos?

Primeiro, os açúcares são moléculas simples. Sendo assim, funcionam como fonte de energia rápida para o corpo. Esta é a categoria mais básica de carboidrato. Encontramos açúcar em alimentos como frutas, vegetais, leite, além de também ser adicionado durante o processamento de alguns alimentos, como biscoitos e petiscos.

Já os amidos são compostos por cadeias mais longas de açúcares e levam mais tempo para serem digeridos. Desta forma, são fontes que geram energia a médio e longo prazo. O amido está presente em vegetais como batata, mandioca, arroz, milho e grãos.

Por fim, as fibras são carboidratos que nosso organismo não consegue “quebrar”, então não são usadas como fonte de energia pelo organismo. As fibras podem ser encontradas apenas em alimentos derivados de plantas, como vegetais, frutas, cereais integrais.

É exatamente essa diferença na estrutura que interfere no tipo de digestão do carboidrato que deu origem aos termos “carboidrato simples” e “carboidrato complexo”.

 

E o que são carboidratos simples e complexos?

Os carboidratos simples possuem apenas um ou dois açúcares. São consumidos de forma rápida e fácil pelo corpo para obter energia porque sua estrutura é simples e fácil de ser quebrada. Sendo assim, são excelentes quando precisamos de um “impulso” rápido de energia. Por outro lado, podem gerar um pico de açúcar no sangue, seguido de uma queda repentina. Essa oscilação de energia que sobe e cai rapidamente pode ser bastante negativa para o corpo. Alguns exemplos de carboidratos simples são pão branco, doces, sobremesas, alimentos que contêm farinha branca.  são exemplos de alimentos que contém carboidratos simples.

Os carboidratos complexos possuem uma ligação de três ou mais açúcares, o que torna sua estrutura complexa. Esses carboidratos levam mais tempo para serem digeridos e geram um impacto mais baixo na glicose sanguínea, aumentando a energia gradualmente. Sendo assim, proporcionam uma sensação de energia mais duradoura. Eles podem ser encontrados em pães e cereais integrais, ervilhas e feijões, além de serem muito consumidos antes e depois de treinos de musculação por conta da energia prolongada que proporcionam.

 

Como obter o máximo de benefícios com os carboidratos?

Já percebemos que os carboidratos são fontes importantes de energia para nosso corpo. Apesar de, popularmente, os carboidratos complexos serem conhecidos como “bons” e os simples como “ruins”, a verdade é que tudo é questão de estratégia.

Para se beneficiar dos carboidratos da melhor forma, o segredo é priorizar alimentos de verdade. Ou seja, estamos falando dos alimentos que não são processados, vendidos em pacotes e embalagens. Preparar a própria refeição é uma forma de evitar ou diminuir o consumo de alimentos industrializados.

A prática regular de exercícios físicos para evitar o excesso de carboidratos pouco utilizados no corpo também é importante. Por fim, mais benefícios podem ser obtidos quando investimos na orientação de um nutricionista para manter uma dieta rica em fibras, vegetais e com limitação da quantidade de açúcar.

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